Inúmeros são os problemas ambientais que o meio ambiente está sujeito nas áreas urbanas, sendo que as mais sensíveis processos ecológicos são atingidos drasticamente, um exemplo são as nascentes d'água.
Os problemas são de causa antrópica, NÓS MESMOS estamos causando destruição do meio ambiente, e órgãos ambientais vigentes não tem competência para recuperar ou tem, mas não o fazem. Os problemas das nascentes em áreas urbanas são, principalmente, um péssimo planejamento urbano seguido de leis ambientais atrasadas e difusas.
O crescimento dos municípios acelera para o surgimento de áreas "periferia" instaladas em locais inapropriados e irregulares. As atividades industriais também contribuem para degradação das nascentes.
Nesse sentido podemos enumerar elementos que vão favorecer negativamente para a qualidade ambiental, abaixo vemos alguns mais importantes:
- o lançamento de efluentes domésticos e industriais sem tratamento;
- residências e empresas de ordem públicas e privadas construídas fora dos limites de proteção estabelecidos por lei;
- retirada da cobertura vegetal, como a supressão vegetal e diminuição da mata ciliar;
- assoreamento;
- erosões;
- resíduos da criação de animais;
- entre inúmeros outros.
Abaixo um modelo, de acordo com Felipe (2009), de alguns dos principais impactos ambientais que lesionam as nascentes em centros urbanos :
IMPACTOS
|
CONSEQUÊNCIAS GERAIS
NO SISTEMA HÍDRICO
|
CONSEQUÊNCIAS PARA AS
NASCENTES
|
Impermeabilização do Solo.
|
Aumento da velocidade e da quantidade do escoamento
superficial
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Descaracterização.
Redução da Vazão;
Desaparecimento;
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Resíduos Líquidos e Sólidos (Combustível
esgoto e lixões).
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Poluição das Águas Subterrâneas.
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Redução na qualidade da água.
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Retirada de Água Subterrânea.
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Rebaixamento do Nível Freático.
|
Redução da Vazão.
Desaparecimento.
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Retirada da Cobertura Vegetal.
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Intensificação dos Processos Erosivos,
Assoreamento, Inundações.
Diminuição da Retenção da Água.
Aumento
da Energia dos Fluxos Superficiais.
|
Descaracterização.
Redução da Vazão.
Desaparecimento.
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Construções.
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Drenagem de Nascentes.
Aterramento.
|
Descaracterização.
Desaparecimento.
|
Canalizações de Rios.
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Aumento da Velocidade e da Energia dos Fluxos.
Alteração
no Padrão de Influência/Efluência dos Rios.
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Descaracterização.
Redução
da Vazão.
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Ilha de Calor.
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Alteração no Padrão de Chuvas.
Alteração
no Padrão de Recarga.
|
Alteração da Vazão.
|
Fonte: Adaptado de Felipe, 2009.
Procedimento de como avaliar a qualidade ambiental de nascentes em áreas urbanas.
Os parâmetros para análise da qualidade ambiental das nascentes foram baseados na metodologia proposta por Gomes et al (2005) que, através de uma análise sensorial e perceptiva, considera os itens que está no quadro abaixo e cada um desses parâmetros recebe um valor que é transformado em padrão da qualidade, segue quadro:
PARÂMETROS MACROSCÓPICOS PARA ANÁLISE DA QUALIDADE AMBIENTAL DE NASCENTES
Cor
da água
|
(1)
Escura
|
(2)
Clara
|
(3)
Transparente
|
Odor
|
(1)
Cheiro Forte
|
(2)
Cheiro Fraco
|
(3)
Sem Cheiro
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Lixo
ao redor
|
(1)
Muito
|
(2)
Pouco
|
(3)
Sem Lixo
|
Materiais
Flutuantes
|
(1)
Muito
|
(2)
Pouco
|
(3)
Sem Materiais Flutuantes
|
Espumas
|
(1)
Muita
|
(2)
Pouca
|
(3)
Sem Espumas
|
Óleos
|
(1)
Muito
|
(2)
Pouco
|
(3)
Sem Óleos
|
Esgoto
|
(1)
Doméstico
|
(2)
Fluxo Superficial
|
(3)
Sem Esgoto
|
Vegetação
|
(1)
Alta Degradação
|
(2)
Baixa Degradação
|
(3)
Preservada
|
Uso
por animais
|
(1)
Presença
|
(2)
Apenas Marcas
|
(3)
Não Detectado
|
Uso
por humanos
|
(1)
Presença
|
(2)
Apenas Marcas
|
(3)
Não Detectado
|
Proteção
do local
|
(1)
Sem proteção
|
(2)
Com Proteção (com acesso)
|
(3)
Com Proteção (sem acesso)
|
Proximidade
com residência ou estabelecimento
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(1)
Menos de 50 metros
|
(2)
Entre 50 e 100 metros
|
(3)
Acima de 100 metros
|
Tipo
de área de inserção
|
(1)
Ausente
|
(2)
Propriedade Privada
|
(3)
Parques ou Áreas Protegidas
|
Na metodologia proposta por Gomes et al (2005) as nascentes foram distribuídas em classes de acordo com o grau de preservação, que foi denominado de Índice de Impacto Ambiental em Nascentes. As classes foram divididas em 5, da seguinte maneira: Classe A – ótimo; Classe B – boa; Classe C – razoável; Classe D – ruim; Classe E – péssima. Essas classificações se deram pela somatória dos pontos obtidos através das análises em campo da qualidade das nascentes, conforme pode ser visto abaixo.
CLASSIFICAÇÃO DAS NASCENTES QUANTO À PRESERVAÇÃO E QUALIDADE AMBIENTAL
CLASSES
|
NÍVEL DA
QUALIDADE
|
PONTUAÇÃO
|
|
Classe A
|
Ótima
|
37 a 39 pontos
|
|
Classe B
|
Boa
|
34 a 36 pontos
|
|
Classe C
|
Razoável
|
31 a 33 pontos
|
|
Classe D
|
Ruim
|
28 e 30 pontos
|
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Classe E
|
Péssima
|
Abaixo de 28
pontos
|
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