sexta-feira, 19 de maio de 2017

Nascentes Preservadas e Degradadas

Nascentes preservadas naturalmente ou por intervenção humana.

                                          Fonte: freebigpictures.com/river-pictures/spring-source/


                               Fonte: aguaparaofuturo.mpmt.mp.br/nascentes/importancia-das-nascentes

                                Fonte: (Foto: Clarice Castro).


                                          Fonte: http://agargalhone.blogspot.com.br

                                          Fonte: www.infocoms.com.br


                                              Fonte: http://www.cacador.net/portal/Noticias.aspx?cdNoticia=29860



Nascentes Preservadas:










Nascentes degradadas













quarta-feira, 17 de maio de 2017

Como avaliar a qualidade ambiental de nascentes em áreas urbanas

Inúmeros são os problemas ambientais que o meio ambiente está sujeito nas áreas urbanas, sendo que as mais sensíveis processos ecológicos são atingidos drasticamente, um exemplo são as nascentes d'água. 
Os problemas são de causa antrópica, NÓS MESMOS estamos causando destruição do meio ambiente, e órgãos ambientais vigentes não tem competência para recuperar ou tem, mas não o fazem. Os problemas das nascentes em áreas urbanas são, principalmente, um péssimo planejamento urbano seguido de leis ambientais atrasadas e difusas.
O crescimento dos municípios acelera para o surgimento de áreas "periferia" instaladas em locais inapropriados e irregulares. As atividades industriais também contribuem para degradação das nascentes.
Nesse sentido podemos enumerar elementos que vão favorecer negativamente para a qualidade ambiental, abaixo vemos alguns mais importantes:

 - o lançamento de efluentes domésticos e industriais sem tratamento;
 - residências e empresas de ordem públicas e privadas construídas fora dos limites de proteção estabelecidos por lei; 
 - retirada da cobertura vegetal, como a supressão vegetal e diminuição da mata ciliar;
 - assoreamento; 
 - erosões; 
 - resíduos da criação de animais; 
 - entre inúmeros outros.


Abaixo um modelo, de acordo com Felipe (2009), de alguns dos principais impactos ambientais que lesionam as nascentes em centros urbanos :


IMPACTOS


CONSEQUÊNCIAS GERAIS NO SISTEMA HÍDRICO


CONSEQUÊNCIAS PARA AS NASCENTES


Impermeabilização do Solo.


Aumento da velocidade e da quantidade do escoamento superficial


Descaracterização.
Redução da Vazão;
Desaparecimento;

Resíduos Líquidos e Sólidos (Combustível esgoto e lixões).


Poluição das Águas Subterrâneas.


Redução na qualidade da água.


Retirada de Água Subterrânea.


Rebaixamento do Nível Freático.


Redução da Vazão.
Desaparecimento.



Retirada da Cobertura Vegetal.


Intensificação dos Processos Erosivos, Assoreamento, Inundações.
Diminuição da Retenção da Água.
Aumento da Energia dos Fluxos Superficiais.




Descaracterização.
Redução da Vazão.
Desaparecimento.

Construções.


Drenagem de Nascentes.
Aterramento.

Descaracterização.
Desaparecimento.



Canalizações de Rios.


Aumento da Velocidade e da Energia dos Fluxos.
Alteração no Padrão de Influência/Efluência dos Rios.




Descaracterização.
Redução da Vazão.


Ilha de Calor.


Alteração no Padrão de Chuvas.
Alteração no Padrão de Recarga.



Alteração da Vazão.

Fonte: Adaptado de Felipe, 2009.

 Procedimento de como avaliar a qualidade ambiental de nascentes em áreas urbanas. 

Os parâmetros para análise da qualidade ambiental das nascentes foram baseados na metodologia proposta por Gomes et al (2005) que, através de uma análise sensorial e perceptiva, considera os itens que está no quadro abaixo e cada um desses parâmetros recebe um valor que é transformado em padrão da qualidade, segue quadro:

PARÂMETROS MACROSCÓPICOS PARA ANÁLISE DA QUALIDADE AMBIENTAL DE NASCENTES


Cor da água
(1) Escura
(2) Clara
(3) Transparente
Odor
(1) Cheiro Forte
(2) Cheiro Fraco
(3) Sem Cheiro
Lixo ao redor
(1) Muito
(2) Pouco
(3) Sem Lixo
Materiais Flutuantes
(1) Muito
(2) Pouco
(3) Sem Materiais Flutuantes
Espumas
(1) Muita
(2) Pouca
(3) Sem Espumas
Óleos
(1) Muito
(2) Pouco
(3) Sem Óleos
Esgoto
(1) Doméstico
(2) Fluxo Superficial
(3) Sem Esgoto
Vegetação
(1) Alta Degradação
(2) Baixa Degradação
(3) Preservada
Uso por animais
(1) Presença
(2) Apenas Marcas
(3) Não Detectado
Uso por humanos
(1) Presença
(2) Apenas Marcas
(3) Não Detectado
Proteção do local
(1) Sem proteção
(2) Com Proteção (com acesso)
(3) Com Proteção (sem acesso)
Proximidade com residência ou estabelecimento
(1) Menos de 50 metros
(2) Entre 50 e 100 metros
(3) Acima de 100 metros
Tipo de área de inserção
(1) Ausente
(2) Propriedade Privada
(3) Parques ou Áreas Protegidas
Fonte: Elaborado por BELIZÁRIO, W. 2014. Adaptado de Gomes et al, 2005.



Na metodologia proposta por Gomes et al (2005) as nascentes foram distribuídas em classes de acordo com o grau de preservação, que foi denominado de Índice de Impacto Ambiental em Nascentes. As classes foram divididas em 5, da seguinte maneira: Classe A – ótimo; Classe B – boa; Classe C – razoável; Classe D – ruim; Classe E – péssima. Essas classificações se deram pela somatória dos pontos obtidos através das análises em campo da qualidade das nascentes, conforme pode ser visto abaixo.


CLASSIFICAÇÃO DAS NASCENTES QUANTO À PRESERVAÇÃO E QUALIDADE AMBIENTAL


CLASSES
NÍVEL DA QUALIDADE
PONTUAÇÃO
Classe A
Ótima

37 a 39 pontos
Classe B
Boa

34 a 36 pontos
Classe C
Razoável

31 a 33 pontos
Classe D
Ruim

28 e 30 pontos
Classe E
Péssima

Abaixo de 28 pontos
Fonte: Produzido por BELIZÁRIO, W. 2014. Adaptado de Gomes et AL, 2005.


O texto na integra deste artigo neste link:

Como preservar nascentes

As nascentes são a origem dos rios, por isso, é preciso preservá-las.

Não basta água em quantidade, pois é necessário que contenha qualidade. Realizando recursos descomplicados podemos sim evitar a contaminação das nascentes, segue alguns principais:

 - Primeiramente e verificar se há vegetação nativa existente que cerca a nascente, tendo essa vegetação natural, que funciona como uma barreira viva de proteção, é preciso então fazer o monitoramento dessa proteção para que não seja suprimida e a preservação da vegetação, assim seus processos ecológicos terão continuidade;
 - Agora com essa proteção preservada e monitorada o próximo passo será de cercá-las a uma distância mínima de 50 metros de raio, evitando a entrada de animais de grande porte, como o gado e, consequentemente, à contaminação da água;
 - Se não houver essa vegetação existente, então, é necessário o plantio de algumas árvores, sempre escolhendo as espécies nativas do local, a quantidade e distribuição. Ressalta que contém procedimentos para o plantio dessa nova vegetação. Essa vegetação irá atrair pássaros e outros animais que trarão outras sementes para o local reflorestando o ambiente naturalmente. Além disso, essa vegetação contribuirá para aumentar a infiltração das águas pluviais no solo e impedirá o soterramento da nascente, pois irá segurar a terra arrastada pela enxurrada.
      - Não construir currais, chiqueiros, galinheiros e fossas sépticas nas proximidades acima das nascentes;
      - Não desmatar entorno das nascentes;
      - Não jogar lixo no entorno das nascentes;
    - Cercar as nascentes a uma distância mínima de 50 metros do olho d’água, evitando a entrada do gado e contaminação da água;
 - Não usar adubos e agrotóxicos em áreas de várzea e próximas às nascentes e rios, quando usar se, necessário, usar de forma recomendada e informando a instituição ambiental vigente.

A seguir alguns videos de como preservar e recuperar nascentes:






O texto completo do vídeo "Proteção de nascentes - modelo Caxambu Epagri GMC", este aqui em cima,  esta no seguinte link:

http://www.portaldbo.com.br/Agro-DBO/Noticias/Como-preservar-proteger-e-recuperar-nascentes/16652



Referencias:

Como preservar, proteger e recuperar nascentes: Disponível em:<http://www.portaldbo.com.br/Agro-DBO/Noticias/Como-preservar-proteger-e-recuperar-nascentes/16652>. Acessado em: 10 Mai de 2017.

Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG, Universidade Federal de Larvas - UFLA, Centro de Excelência em Matas Ciliares. Nascente: o verdadeiro tesouro da propriedade rural - o que fazer para conservar as nascentes nas propriedades rurais. 2ª edição revisada. Belo Horizonte: CEMIG, 2004. 24 p. :il. 

Preservação e Recuperação das Nascentes / Calheiros, R. de Oliveira et al. Piracicaba: Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios PCJ - CTRN, 2004. XII40p. : il.; 21cm. CDD333.716. Disponível em:<http://www.institutohomempantaneiro.org.br/arquivos/Cartilha_CBH.pdf>. Acessado em: 14 Mai de 2017. 






terça-feira, 16 de maio de 2017

Nascentes - Vídeos

Elas são manifestações superficiais de água armazenadas em reservatórios subterrâneos, chamados de aquíferos ou lençóis, que dão início a pequenos cursos d’água, que formam os córregos, se juntando para originar os riachos e dessa forma surgem os rios.
Para a conservação de nascentes e mananciais em propriedades rurais, podem ser adotadas algumas medidas de proteção do solo e da vegetação, que vão desde a eliminação das práticas de queimadas até o reflorestamento das matas ciliares com espécies nativas.
Entretanto, outros cuidados também são importantes para a preservação das nascentes como: evitar a construção de currais, chiqueiros, galinheiros e fossas sépticas nas proximidades acima das nascentes, pois, com a chuva, os dejetos podem contaminá-las. Da mesma maneira, o desmatamento no entorno das nascentes, acúmulo de lixo nas regiões próximas a elas  e os animais bovinos e equinos, também precisam de atenção.
O desmatamento e a ocupação irregular do solo devastam as áreas de cabeceira ou de recarga, responsáveis pelo reabastecimento dos lençóis freáticos, aquíferos e nascentes, o que contribui em grande parte com a redução da quantidade e da qualidade de água disponível no planeta. Essas localidades são cruciais para o reabastecimento dos lençóis freáticos, aquíferos, das nascentes e, consequentemente, dos rios.
Alguns Vídeos:






Formação de nascente

Dentro de uma bacia hidrográfica, a água das chuvas apresenta os seguintes destinos: parte é interceptada pelas plantas, evapora-se e volta para a atmosfera, parte escoa superficialmente formando as enxurradas e, através de um córrego ou rio, abandona rapidamente a bacia. A outra parte das águas fluviais, a que nós interessa,  é aquela que se infiltra no solo, parte temporariamente retida nos espaços porosos, outra parte absorvida pelas plantas ou evaporada através da superfície do solo, e outra alimenta os aquíferos (LOUREIRO, 1983). Essa região saturada pode situar-se próxima à superfície ou a grandes profundidades, e a água ali presente pode estar ou não sob pressão.
 Essa água que está retida no subsolo sobre uma camada impermeável e sem pressão, somente da pressão atmosférica tem se o lençol freático. Em sua dinâmica, usualmente é de formação local, delimitado pelos contornos da bacia hidrográfica, origina-se das águas de chuva que se infiltram através das camadas permeáveis do terreno até encontrar uma camada impermeável ou de permeabilidade muito menor que a superior.
Quando essa água satura os solos porosos logo acima, assim ela escoa solo acima de acordo com a configuração do terreno, sendo criando as nascentes. Portando, nascentes localizam-se em encostas ou depressões do terreno, ou ainda, no nível de base representado pelo curso d’água local; podem ser perenes (de fluxo contínuo), temporárias (de fluxo apenas na estação chuvosa) e efêmeras (surgem durante a chuva, permanecendo por apenas alguns dias ou horas). 
                                Fonte: bibocaambiental.blogspot.com.br

                                   Fonte: falandoaosmontes.blogspot.com.br



Referências Bibliográficas:

Cadernos da Mata Ciliar / Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Departamento de Proteção da Biodiversidade. - N 1 (2009)--São Paulo : SMA, 2009. v. : il. ; 21 cm. N. 1 Reprodução de: Preservação e recuperação das nascentes de água e de vida / Redação Rinaldo de Oliveira Calheiros ...[et al.]. -- 2.ed. -- São Paulo : SMA, 2006, ISSN 1981-6235. Disponível também em: <http://ambiente.sp.gov.br/mataciliar>.